A minilaparoscopia é uma  nova técnica cirúrgica minimamente invasiva que difere da consagrada cirurgia laparoscópica pela utilização de instrumentais de calibre muito menor, com 2 e 3 mm, ao invés dos instrumentais de laparoscopia convencional, que possuem em geral 5 ou 10 mm.

Na última década houve uma busca incessante de novas vias de acesso em cirurgia laparoscópica, buscando reduzir o número e tamanho das incisões cirúrgicas para tornar a já tão conhecida “cirurgia dos furinhos no abdômen” uma técnica ainda mais avançada.  A partir daí, surgiram novos equipamentos e vias de acesso como o “Single Port”.

A equipe cirúrgica do IJP tem prezado sempre pela excelência e, dentro dos chamados ‘novos acessos’, somos um dos grupos pioneiros do Brasil na ampla utilização da minilaparoscopia,  por acreditarmos ser o avanço mais lógico e seguro, no qual com algumas adaptações técnicas e de material, o cirurgião experiente pode desempenhar sua arte com resultados gerais equivalentes à cirurgia laparoscópica habitual e com resultados estéticos muito superiores.

Atualmente, a cirurgia minilaparoscópica  pode ser empregada seguramente em pacientes selecionados, nas seguintes cirurgias:

  • Colecistectomia (cirurgia para “pedras na vesícula”)

O procedimento é executado em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, exatamente como a colecistectomia laparoscópica já consagrada. Internamente, os diferenciais são a necessidade de maior destreza e treinamento do cirurgião para realizar nós cirúrgicos, ao invés do uso de clips metálicos. A diferença técnica se deve ao fato de se trabalhar com 3 portais de 2 ou 3 mm, ao invés de portais de 10 e 5 mm., o que resulta em menores incisões que sequer necessitam de pontos cirúrgicos, resultando em uma cirurgia menos agressiva e esteticamente muito superior.

  • Cirurgia para hérnia de hiato (cirurgia antirrefluxo)

Para casos selecionados, em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, como na fundoplicatura laparoscópica já consagrada, realiza-se o fechamento do orifício herniário e a confecção de uma válvula antirrefluxo com o próprio fundo gástrico. No caso da cirurgia por mini substitui-se os portais de 10 e 5 mm por portais de 2 ou 3 mm e deslocando-se a óptica de 45 graus preferencialmente para a cicatriz umbilical, “esconde-se”a cicatriz do portal de 10 mm, obtendo-se uma cirurgia esteticamente bem superior.

  • Cirurgia para hérnias inguinais

Executada em candidatos a técnica TEP, sem uso de grampeadores, sob anestesia geral, em ambiente hospitalar o cirurgião subsitui os portais de acesso de 5 ou 10 mm (onde ficam as cicatrizes) por portais de 2 ou 3 mm, executando da mesma forma a correção da hérnia, inclusive com uso de telas (próteses) com a mesma segurança da cirurgia de TEP laparoscópica já consagrada. Alguns autores acreditam que inclusive em sítios cirúrgicos com espaço mais restrito como o espaço extraperitoneal o uso de instrumentais mais delicados e de menor calibre e com excelentes resultados estéticos.

  • Cirurgias para suor excessivo (simpatectomias torácicas e lombares)

Executada da mesma forma que as simpatectomias laparoscópicas já consagradas, com a mesma segurança, inclusive por se trabalhar em espaços restritos como o retroperitoneal com maior liberdade de movimentos com os instrumentais. O diferencial no caso da cirurgia por mini está no fato de se substituir os portais  de trabalho do cirurgião de 5 ou 10 mm por portais de 2 ou 3 mm, com excelentes resultados estéticos.

  • Laparoscopias diagnósticas, biópsias hepáticas e laparoscopias ginecológicas

Todos podem ser submetidos a cirurgias por minilaparoscopia?

Não. Atualmente pacientes com obesidade mórbida ou pacientes com fígados volumosos (esteatóticos) e pacientes com múltiplas cirurgias abdominais ou que não tenham preocupação com a estética representam casos de contraindicação relativa senão absoluta ao método.

Quando o paciente busca segurança em seu procedimento cirúrgico e existe uma preocupação estética em relação às cicatrizes a minilaparoscopia com certeza representa a alternativa mais lógica e segura. O grupo de cirurgiões do IJP tem grande experiência na realização de todas estas cirurgias, sendo pioneiro em algumas delas inclusive  a nível mundial.