O apêndice, também chamado de apêndice cecal é um órgão resquicial (ou seja, em vias de desaparecimento para as próximas gerações), mas que ainda representa uma das principais causas de cirurgia abdominal de urgência não traumática.

O apêndice é um órgão pequeno –  em geral não passa de 5 cm de comprimento – e sem uma função bem definida. Ele apresenta em seu interior uma grande quantidade de tecido de defesa do corpo, especialmente em crianças e adolescentes.  Mesmo assim, sua ausência não é responsável pelo aumento da incidência de qualquer doença. Em outras palavras, o apêndice cecal é um órgão dispensável.

Apesar de sua função  pouco importante, o apêndice quando inflamado pode levar a graves complicações abdominais e mesmo risco de vida.

A apendicite se caracteriza por dor na região inferior direita da barriga, em geral de inicio insidioso (ou seja, com piora progressiva) e principalmente relacionada a perda do apetite. Existem diversas formas de apresentação da doença, o que torna algo aparentemente simples, um verdadeiro desafio diagnóstico.  A apendicite é mais comum nos extremos das idades (crianças e idosos) mas pode afetar homens e mulheres em todas as faixas etárias.

Engana-se quem imagina que apendicite sempre vem acompanhada de febre. Os sintomas na maior parte das vezes são pouco exuberantes, mas sim progressivos.  Aliás a apendicite tende sempre a piorar, mas a automedicarão com analgésicos e anti-inflamatórios pode mascarar sua evolução natural  e com isto atrapalhar o raciocínio do médico que avalia inicialmente um paciente com a suspeita da doença.

Se uma pessoa apresenta dor no abdômen  , na parte mais baixa e do lado direito, que não passa e que piora gradativamente, deve procurar um serviço de emergência que possua cirurgião geral de  sobreaviso. Alguns exames como hemograma, Rx e ecografia podem ser importantes no inicio da avaliação, em especial para tentar descartar outras causas deste tipo de dor na barriga.

Eventualmente, um paciente com dor abdominal pouco definida,  pode ser liberado para casa para retornar ao hospital caso o médico necessite reavaliação para descarte da hipótese de apendicite.  Em geral,  nesta situação  então, o cirurgião é chamado para a reavaliação. Outras vezes, o diagnóstico émais claro e uma vez a suspeita seja forte, o paciente deve ser internado para que sua cirurgia seja programada conforme o quadro clinico. Normalmente procura-se operar o quanto antes.

A melhor forma de se operar a apendicite aguda é via cirurgia minimamente invasiva. O método, como ocorre para outras doenças, permite melhor visualização e precisão durante a cirurgia para o cirurgião e melhor recuperação com menos riscos para o paciente. Pode-se ainda optar pela técnica de minilaparoscopia, que permite retirar o apêndice sem deixar praticamente nenhuma cicatriz aparente.