O avanço da tecnologia permite intervenções cirúrgicas menos agressivas e com tempo de recuperação mais rápido

Chamamos de Cirurgia Minimamente Invasiva a cirurgia que não se utiliza dos grandes cortes que sempre caracterizaram um ato cirúrgico. Invadir de forma mínima, para nós cirurgiões, significa uma série de medidas para tornar a cirurgia menos traumática e o mais confortável possível para o paciente. Durante muito tempo, quando alguém precisava ser operado, não se sabia muito bem o que iria acontecer. Quantos dias de internação, qual a real possibilidade de complicações, quantas semanas ou até meses para se voltar a trabalhar ou ter de volta uma vida normal.

Nas últimas décadas, foram feitos grandes esforços justamente para melhorar a previsibilidade de uma cirurgia, diminuir suas chances de complicações e de sequelas e aumentar sua efetividade. Talvez o maior dos passos nesta direção tenha sido a adaptação  da tecnologia do vídeo para a cirurgia, ou seja operar sem abrir, observando o que se passa dentro do corpo através da imagem captada por uma câmera e transmitida numa tela de TV.

Com isto, o cirurgião e seus auxiliares passaram a operar sem fixar os olhos diretamente no paciente, mas nesta tela da TV. Enquanto um auxiliar ou mesmo um robô se ocupa de movimentar a câmara, filmando a operação, o cirurgião manipula seus instrumentos que entram no corpo do doente por meio de mínimos cortes. As vezes até tão pequenos , que nem precisam ser fechados com pontos, como na minilaparoscopia. Nasceu com este conceito a videocirurgia. Também chamada laparoscopia, ou como é conhecida ainda por muitos pacientes “a cirurgia dos furinhos” ou  “a cirurgia a laser”.

Reconhecido como o pai do método, o professor francês Jacques Perissat empresta seu grandioso nome ao nosso Instituto.  Não se trata porém apenas de uma simples autorização de uso do nome. O proprio Professor, ainda vivo, nos considera hoje, o grupo de Curitiba, como os verdadeiros continuadores de sua obra. Aqueles com a real capacidade de desenvolver e ensinar a laparoscopia como ele sempre fez em sua vida profissional ativa.

Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva se confunde com os métodos de videocirurgia. Operar com o minimo de cortes, o mais rápido possível, com a menor internação possivel, causando o minimo de dor ou praticamente dor alguma e quase sem afastar o paciente de sua rotina, de sua família e de seu trabalho. É por isto que existimos, pra transformar sua experiencia de ser operado em algo o menos incômodo possível. Procurando aliar o máximo de eficiência, com o máximo de previsibilidade.